WASHINGTON/DUBAI, 27 de julho (Reuters) - O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos estão tendo "boas conversas" com o Irã e que existe a possibilidade de um acordo sobre o conflito entre os dois países, mas alertou que os ataques americanos serão retomados caso as negociações não sejam bem-sucedidas.
Apesar do otimismo de Trump, Teerã pareceu testar rapidamente a pausa na campanha militar dos EUA, com a Arábia Saudita, a Jordânia e o Iraque relatando ataques com drones na segunda-feira.
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Washington suspendeu abruptamente no sábado uma campanha de ataques aéreos de duas semanas contra o Irã, na mais recente reviravolta estratégica de Trump no conflito que já dura cinco meses.
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"Estamos tendo boas conversas", disse ele. "Acho que há uma boa chance de que algo aconteça, e se acontecer, ótimo, se não acontecer, voltamos a fazer o que estávamos fazendo há dois dias."
Em um comício de campanha em Michigan, na segunda-feira, Trump disse sobre o Irã: "Você não pode suborná-los. Você tem que derrotá-los, e nós vamos derrotá-los com todas as nossas forças. Mas veremos como isso termina. No momento, há negociações muito amigáveis em andamento."
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou na segunda-feira que mensagens ainda estavam sendo transmitidas entre as partes por meio de mediadores e que o Irã não havia abandonado a diplomacia, mas que as notícias de que teria solicitado negociações eram "fabricadas".
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"Isso não está em nosso DNA", disse ele.
Um alto funcionário iraniano disse à Reuters no domingo que o Irã suspenderia seus próprios ataques enquanto o cessar-fogo autoimposto por Trump continuasse.
O comando militar central do Irã acusou, na segunda-feira, os EUA de ameaçarem embarcações e petroleiros em suas águas territoriais e de "tentarem implementar um bloqueio marítimo ilegal", o que, segundo o governo iraniano, "constitui uma escalada do conflito na região".
A Arábia Saudita afirmou ter abatido drones que tinham como alvo áreas petrolíferas, incluindo em Riade. Segundo o país, os drones foram lançados do Iraque por grupos armados apoiados pelo Irã e o país reservou-se o direito de retaliar.
Em outro comunicado, os aliados houthis do Irã no Iêmen afirmaram ter atacado o oleoduto Leste-Oeste, que transporta petróleo para o principal porto saudita do Mar Vermelho, Yanbu, em retaliação às incursões de drones sauditas.
